Nem tudo nesta vida precisa ter nexo, pois isso não é o mais relevante.
Para viver uma vida é preciso esquecer o nexo das coisas e aprender a pensar diferente.
É preciso ter uma alternativa para o mundo.

25 de agosto de 2012

(A)Gosto amargo


Tudo o que me lembro de nós dois começou e se perdeu em agosto.
Parecia infinito... Mesmo sendo fugaz.
Agosto, ao seu gosto, ao nosso gosto [doce ou salgado, mas nunca amargo como hoje].
Antes eu não tivesse parado para cumprimentar [já que a simpatia não me é característica].
Assim, ao menos não teria engasgado e manteria a minha imagem de forte...
Ou de tola, como preferir.
Vai, segue teu caminho passo a passo de mãos dadas pela República.
Some por entre essa gente animada... Alheia ao amor que finda.
Por certo, nunca mais passarei por essa rua com o mesmo fulgor de quando nos esbarrávamos, nos olhávamos e nos amávamos.
Eu, ficarei aqui... Talvez, certamente, lembrando o sorriso que "foi meu" por muito tempo.
E hoje não é mais.
A grande verdade das verdades, aquela que nunca finda, é que sempre te amei.
E apegada ao nosso trato selado em segredo [sempre haverá outra vez(?)!], não atentei para o sinal entre os parênteses.
E na arrogância das minhas verdades, achei que não pudesse te perder.

Não nego que tua alegria me anima, pois meu amor por ti é puro e infinito [tu bem sabes], mas ela também me faz sofrer.

para dca

vgcg - agosto de 2012

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