Dias desses, pelas ruas da Cidade Baixa, por duas vezes, a vi passando. Tímido a olhei. Receoso e rescaldado por tábuas antigas, não a abordei, não chamei sua atenção. A primeira vez, você caminhava cabisbaixa, serena e alheia a tudo, de blusa preta e mechas de cabelos sombreando o rosto. Atravessou a cena como se fosse um sopro de primavera, bem na hora do rush da Rua da República. Na outra, a imagem mais recente, você passou batida de saia florida na iluminada calçada da Avenida Perimetral. Foi no final de tarde do dia de Natal. Teria sindo um sonho, um delírio, uma visão sobrenatural? Fiquei com muitas imagens guardadas no arquivo. A esperança é que outro dia venha e que eu possa uma vez mais acompanhar teus passos.
*Simplesmente um Poeta Urbano...
*Simplesmente um Poeta Urbano...
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